
Há exactamente sete (!) anos, Jon Spencer e a sua trupe editavam Plastic Fang, o oitavo registo dos nova-iorquinos. É impossível rotular seja de que maneira for o que Jon e os compinchas fazem. Groove, punk, rock, blues, indie? Tudo? Nada daquilo? É complicado. Apenas uma coisa é certa: it's damn good!
Há sete (!) anos também, um indivíduo douto nestas andanças chamou-me entusiasmado para escutar por breves momentos um certo som que saía de uns auscultadores na Worten (infelizmente, sitos algures entre Toy e Mónica Sintra). Esse som era Jon Spencer e o indivíduo em questão happened to be my cousin. E estava feito: meio minuto depois, Jon e a respectiva comandita ganhavam dois fãs do outro lado do mar. Obrigado meu.
Grande voz, enormes guitarras a rasgar o limite. Som "abluesado" pelo meio, uma estrada musical feita de lampejos inescedíveis, uma sensação de energias inesgotável, impiedosa e furiosamente dinamitada. Mas o que é isto? Que som saído dos confins dos amplificadores é este que cola imediatamente ao mais desprevenido e ao mais sabichão dos ouvidos? Blues Explosion é a democratização do rock, é blues lançado às feras da corrente eléctrica, é descarregar emoções acumuladas em plena noite de trovões. É um go fuck yourself às convenções. Não devia ser assim toda a música?
































